KATMANDU | NEPAL

Vítimas de agiotagem protestam em
Katmandu, Nepal

Vítimas de agiotagem protestam em
Katmandu, Nepal

Reportagem fotojornalística realizada em Katmandu, Nepal, sobre o protesto das vítimas de agiotagem — conhecidas localmente como Meter-Byaj.

A 31 de julho de 2023, centenas de pessoas concentraram-se em Shantibatika e Maitighar, em Katmandu, exigindo que o governo agisse. A usura tornara-se um problema social grave no Nepal: agiotas concedem empréstimos a taxas de juro abusivas a pessoas em situação de vulnerabilidade económica, aumentando os valores com o tempo e criando um ciclo de endividamento sem saída — com intimidação, ameaças e coerção pelo meio.

Transformaram o parque Santibatika Ratnapark na sua casa. Montaram tendas, dormiam juntos, cozinhavam, lavavam e estendiam roupa nas cordas espalhadas pelo parque. Não tinham intenção de desistir.

Para conseguir fotografar, contei com a ajuda de um jornalista local que comunicou a minha presença às pessoas e o propósito do trabalho. Apesar da barreira linguística, através de gestos e da ajuda pontual de tradutores, fui guiada pelos espaços e as pessoas mostraram-se completamente à vontade com a minha presença. Fotografei dentro das tendas, durante as refeições, nas tarefas do dia a dia. Quando chegou o momento do protesto pacífico — rodeado pela polícia, principalmente para controlo do trânsito — acompanhei-os e documentei.

Recentemente, o Parlamento nepalês aprovou uma lei que criminaliza a usura, prevendo penas de prisão até sete anos e coimas de 70.000 rupias. Para quem acampou naquele parque, foi uma vitória. Mas a luta continua.

Esta reportagem foi publicada na Lens Magazine em agosto de 2023, edição n.º 107, e em vários jornais nepaleses, nomeadamente Enewspolar, Ehimalaya e Myrepública.

Reportagem fotojornalística realizada em Katmandu, Nepal, sobre o protesto das vítimas de agiotagem — conhecidas localmente como Meter-Byaj.

A 31 de julho de 2023, centenas de pessoas concentraram-se em Shantibatika e Maitighar, em Katmandu, exigindo que o governo agisse. A usura tornara-se um problema social grave no Nepal: agiotas concedem empréstimos a taxas de juro abusivas a pessoas em situação de vulnerabilidade económica, aumentando os valores com o tempo e criando um ciclo de endividamento sem saída — com intimidação, ameaças e coerção pelo meio.

Transformaram o parque Santibatika Ratnapark na sua casa. Montaram tendas, dormiam juntos, cozinhavam, lavavam e estendiam roupa nas cordas espalhadas pelo parque. Não tinham intenção de desistir.

Para conseguir fotografar, contei com a ajuda de um jornalista local que comunicou a minha presença às pessoas e o propósito do trabalho. Apesar da barreira linguística, através de gestos e da ajuda pontual de tradutores, fui guiada pelos espaços e as pessoas mostraram-se completamente à vontade com a minha presença. Fotografei dentro das tendas, durante as refeições, nas tarefas do dia a dia. Quando chegou o momento do protesto pacífico — rodeado pela polícia, principalmente para controlo do trânsito — acompanhei-os e documentei.

Recentemente, o Parlamento nepalês aprovou uma lei que criminaliza a usura, prevendo penas de prisão até sete anos e coimas de 70.000 rupias. Para quem acampou naquele parque, foi uma vitória. Mas a luta continua.

Esta reportagem foi publicada na Lens Magazine em agosto de 2023, edição n.º 107, e em vários jornais nepaleses, nomeadamente Enewspolar, Ehimalaya e Myrepública.

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